
Bom, além de ser historiador, exerço outra profissão, a qual me orgulho muito, sou Bombeiro Militar. Acontece que essa atividade ela é desenvolvida em Parauapebas onde morei por 4 anos de minha vida e que foi o epicentro do vulcão fragmentador do território paraense.
Lá, a maioria das pessoas, pelo menos as que tenho contato (colegas de trabalho e visitantes do quartel) estavam convictas de que mudanças efetivas para o bem social delas aconteceriam com a fragmentação do Estado.
Acreditam elas que é a ausência do governo estadual o grande dificultador da prosperidade e melhoria de suas vidas; imaginam que a proximidade do gestor dará a elas condições de reclamar suas expectativas sociais. " se mudasse de endereço o nosso governador, teríamos condições de ir a ele e cobrar nossas melhorias", ouvi um colega dizer isso.
Em primeiro lugar, sabe-se que esta cidade possui a maior provincia de minério do planeta, o interesse por aquela região paraense não circunscreve apenas a população que grita por um olhar do governo paraense sediado na capital; esse espaço foi ocupado, antes que a empresa vale do rio doce conseguisse a exclusividade de explorar o ouro, o ferro e o maganês, pela tribo dosíndios Xikrins; sua população de 153.942, segundo o IBGE de 2010 cresce vertinosamente e, é uma população em que o paraense não é a maioria da população, os maranhenses, os goianienses e mineiros tem uma presença mais relevante.
Em primeiro lugar, sabe-se que esta cidade possui a maior provincia de minério do planeta, o interesse por aquela região paraense não circunscreve apenas a população que grita por um olhar do governo paraense sediado na capital; esse espaço foi ocupado, antes que a empresa vale do rio doce conseguisse a exclusividade de explorar o ouro, o ferro e o maganês, pela tribo dosíndios Xikrins; sua população de 153.942, segundo o IBGE de 2010 cresce vertinosamente e, é uma população em que o paraense não é a maioria da população, os maranhenses, os goianienses e mineiros tem uma presença mais relevante.
Passado o 11 de Dezembro, dia do aguardado plebescito sobre a separação do Estado. O que refletir sobre o "futuro desse acontecimento muito presente"?; tem razão essas pessoas em querer a separação do Estado, mesmo entendo que estão sendo levadas por uma motivação de uma elite de pessoas de fora do Estado e outras que são "paraenses mas suas motivações políticas e econômicas gritam mais alto do que o sentimento histórico de pertencer ao Estado do Grão-Pará?.
Por um lado, todos merecem, devem anceiar e cobrar melhorias que são de competência do Estado, independentemente se a maioria das pessoas que vivem nessa cidade são ou não são paraenses de fato, elas são de direito pois ocupam a região e são elas que cuidam dessa parte das terras paraenses.
Foi muito louvável esse grito de insatisfação e essa mobilização das pessoas em busca de melhorias, mesmo que houvesse uma elite tão calhorda direcionando o manifesto quanto a que vive na capital. Contudo, o problema é que a divisão não significaria mudanças substanciais para essas pessoas. A fragmentação colocaria essa elite de industriais, latifundiários e politicos bem conhecidos daquela região a frente de um novo Estado com perspectivas nebulosas.
Não obstante, isso deve servir de exemplo aos paraenses próximos a capital. A mobilização em prol de mudanças foi incrível, mas seria lindo se pudessêmos nos unir, refiro-me a todas as regiões e dizer aos coronéis desse Estado que podemos conduzir as nossas vidas.
Por um lado, todos merecem, devem anceiar e cobrar melhorias que são de competência do Estado, independentemente se a maioria das pessoas que vivem nessa cidade são ou não são paraenses de fato, elas são de direito pois ocupam a região e são elas que cuidam dessa parte das terras paraenses.
Foi muito louvável esse grito de insatisfação e essa mobilização das pessoas em busca de melhorias, mesmo que houvesse uma elite tão calhorda direcionando o manifesto quanto a que vive na capital. Contudo, o problema é que a divisão não significaria mudanças substanciais para essas pessoas. A fragmentação colocaria essa elite de industriais, latifundiários e politicos bem conhecidos daquela região a frente de um novo Estado com perspectivas nebulosas.
Não obstante, isso deve servir de exemplo aos paraenses próximos a capital. A mobilização em prol de mudanças foi incrível, mas seria lindo se pudessêmos nos unir, refiro-me a todas as regiões e dizer aos coronéis desse Estado que podemos conduzir as nossas vidas.

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